Em último discurso, Obama defende democracia e diz que racismo ainda é força que divide a sociedade

 Em seu discurso de despedida como presidente dos EUA, o democrata Barack Obama destacou o legado de seus oito anos de governo fazendo uma defesa da democracia americana e garantindo a passagem pacífica de poder para o presidente eleito Donald Trump. Obama, primeiro presidente negro dos EUA, afirmou que apesar da melhora nas relações raciais no país, o racismo ainda é força potente e há "muito a ser feito" para eliminar os preconceitos contra minorias e imigrantes.
 "Depois da minha eleição, houve uma discussão sobre uma América pós-racial. Esta visão, apesar de bem-intencionada, nunca foi realista. A raça continua a ser uma força potente e que muitas vezes divide a nossa sociedade. Vivi o suficiente para saber que as relações raciais são melhores do que eram há 10, 20 ou 30 anos atrás. Você pode ver isto não só em estatísticas, mas também nas atitudes dos jovens americanos em todo o espectro político", afirmou. 
 "Mas não estamos onde precisamos estar", seguiu Obama. "Todos nós temos mais trabalho a fazer. Afinal de contas, se cada questão econômica for enquadrada como uma luta entre a classe média branca e trabalhadora e as minorias não merecedoras, trabalhadores de todos os tons ficarão lutando por restos enquanto os ricos retiram mais para seus enclaves privados".
 O presidente pediu aos cidadãos que mantenham a fé na democracia participando e mantendo o diálogo aberto com os que discordam de suas opiniões e concorrem ao governo. "Mostrem-se. Mergulhem. Às vezes você vai ganhar, às vezes vai perder ", disse.
 Obama começou o seu discurso final agradecendo ao povo americano. "Vocês me fizeram um presidente melhor", ele disse. "Vocês me fizeram um homem melhor". O presidente fez um apelo à união "além das divergências".

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