Lava-Jato: Ministro manda investigar senadores Maria do Carmo e Eduardo Amorim

   Dois dos três senadores da República por Sergipe aparecem entre os políticos que devem ser investigados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da operação Lava Jato. Eduardo Amorim (PSC) e Maria do Carmo Alves (DEM) estão na lista do ministro Edson Fachin, relator da operação no STF, divulgada pelo pelo jornal O Estado de S.Paulo nesta terça-feira (11).
  De acordo com o jornal, o ministro relator determinou a abertura dos inquéritos com base nas delações dos 78 executivos e ex-executivos do Grupo Odebrecht. A relação dos investigados também inclui nove ministros do governo Temer, 27 senadores e 42 deputados federais, entre eles os presidentes das duas Casas, Eunício Oliveira e Rodrigo Maia, respectivamente. O grupo faz parte do total de 108 alvos dos 83 inquéritos que a Procuradoria-Geral da República (PGR) encaminhou ao STF, todos com foro privilegiado naquela Corte.
 Apesar de estar citado no pedido de abertura de dois inquéritos, o presidente da República, Michel Temer, não é alvo de investigação por causa da “imunidade temporária” que o cargo lhe proporciona.Entre os ministros estão Eliseu Padilha (PMDB), da Casa Civil; Moreira Franco (PMDB), da Secretaria-Geral da Presidência da República; Gilberto Kassab (PSD), da Ciência e Tecnologia; Helder Barbalho (PMDB), da Integração Nacional; Aloysio Nunes (PSDB), das Relações Exteriores; Blairo Maggi (PP), da Agricultura; Bruno Araújo (PSDB), das Cidades; Roberto Freire (PPS), da Cultura; e Marcos Pereira (PRB), da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.
  Os crimes mais frequentes descritos pelos delatores são de corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, e há também descrições a formação de cartel e fraude a licitações.

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