Uruguai cadastra usuários de maconha para venda em farmácias

 O Uruguai iniciou nesta terça-feira dia 03 de maio, o registro dos consumidores que pretendem adquirir maconha em farmácias. É o primeiro passo para a implementação das vendas do produto ao público, que fará com que a legalização do consumo, produção e distribuição da cannabis entre totalmente em vigor, quatro anos depois de ter sido aprovada pelo Congresso.
 O consumo da maconha no Uruguai já é liberado desde 1974. Porém, apenas em 2013, o país optou por legalizar a substância. A medida foi desenhada pelo ex-presidente “Pepe” Mujica, com o objetivo de frear o aumento da criminalidade local – apesar de isso não ter sido comprovado, na prática. A Brigada de Narcóticos indicou que a droga mais confiscada em 2016 foi  a maconha, que chegou a 4,305 toneladas. Em 2015, esse número foi de 2,52 toneladas.
 O Uruguai instituiu três maneiras de obter a cannabis legalmente. O primeiro sistema de legalização é a produção de subsistência. Os usuários podem plantar até seis pés da erva em casa para uso próprio. A segunda maneira é a produção em comunidades, nos chamados clubes canábicos. Atualmente, existem 38 clubes, com cerca de 6.000 associados, em que vários indivíduos se juntam para cultivar e compartilhar o produto.
 Em julho, a última das vias para obtenção da maconha legalizada deve entrar em vigor: o comércio nas farmácias. Neste caso, a erva será plantada em terrenos do Estado. Para adquiri-la é necessário realizar o cadastro em uma das 65 agências do Correio autorizadas. O consumo regulamentado é exclusivamente para uruguaios ou residentes permanentes maiores de 18 anos. A quantidade máxima disponível é de 10 gramas por semana, que não pode ultrapassar 40 gramas por mês (vendidas por 1,30 dólares cada grama).

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