Agência Europeia confirma vínculo entre vacina da AstraZeneca e trombose

Uma fonte da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) confirmou “um vínculo” entre a vacina da AstraZeneca/Oxford e casos de trombose registrados em pessoas que receberam o fármaco.

A declaração foi publicada nesta terça-feira (6) pelo jornal italiano Il Messaggero.

Agora podemos afirmar: está claro que há um vínculo com a vacina. Mas o que causa essa reação, ainda não sabemos“, disse Marco Cavaleri, diretor de estratégia de vacinas da EMA.

Marco Cavaleri, diretor do departamento de Estratégia de Vacinação e Ameaças à Saúde da Agência Europeia do Medicamento (Reprodução)

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Segundo ele, a agência europeia deve se pronunciar oficialmente sobre essa questão em breve, após reuniões previstas para serem realizadas entre esta terça-feira e sexta-feira (9).

“Resumidamente, nas próximas horas, vamos declarar que existe uma relação, mas ainda temos que entender como isso acontece”, reiterou.

Estamos tentando determinar um panorama preciso do que acontece para explicar esse problema ligado à vacina. Entre as pessoas vacinadas, há um número de casos de tromboses cerebrais em jovens superior ao que esperávamos. Vamos ter que afirmar isto“, sublinhou, em entrevista ao jornal italiano Il Messaggero.

Algumas horas depois da publicação da entrevista, a EMA reagiu.

Em comunicado, o regulador europeu de medicamentos afirmou que continua avaliando se o imunizante da AstraZeneca/Oxford tem relação com a detecção de coágulos em algumas pessoas vacinadas

Comunicaremos e organizaremos uma coletiva de imprensa logo que o exame for finalizado“, afirmou a EMA. Segundo a agência, um novo anúncio deve ser realizado até quinta-feira (8).

Há várias semanas foram detectadas suspeitas sobre possíveis efeitos colaterais graves, embora raros, em algumas pessoas vacinadas com o imunizante da AstraZeneca/Oxford.

Algumas dessas reações são casos de trombose atípica, incluindo alguns que provocaram a morte.

Como precaução, vários países determinaram a aplicação desta vacina a algumas faixas etárias, como França, Alemanha e Canadá.

Para mostrar à população que o imunizante da AstraZeneca é seguro, o primeiro-ministro francês, Jean Castex se vacinou, em 19 de abril, diante das câmeras (Pool/Reuters)

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Para a AstraZeneca, os benefícios da vacina na prevenção da Covid-19 superam os riscos dos efeitos colaterais.

O laboratório anglo-sueco voltou a afirmar no último sábado (3) que a “segurança do paciente” é sua “principal prioridade”.

Entretanto, vários especialistas vem expressando seu ceticismo sobre essa garantia.

Segundo Paul Hunter, especialista em microbiologia médica da Universidade de East Anglia, “as evidências apontam para a vacina da AstraZeneca/Oxford como causa“.

 

Com informações de agências internacionais

 

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