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Sergipe viveu um momento histórico nesta segunda-feira (17), quando foi inaugurada oficialmente, na Barra dos Coqueiros, a Usina Termoelétrica Porto do Sergipe I.

Com potência de 1551 MWA, o empreendimento desponta o estado como vetor do desenvolvimento na indústria nacional de energia e gás. A inauguração teve a presença do governador de Sergipe, Belivaldo Chagas e do presidente da República, Jair Messias Bolsonaro.

Na oportunidade, o presidente Jair Messias Bolsonaro, que veio a Sergipe especialmente para participar da inauguração, agradeceu a receptividade e destacou o potencial sergipano para atrair grandes investimentos. “Estou muito feliz de estar aqui. O Brasil tem tudo para ser uma grande nação e nós estamos com esperança que nosso potencial possa vir a ser explorado para o bem do nosso povo”, disse, destacando o custo-benefício gerado pela usina a gás.

A  UTE Porto Sergipe I é movida a gás natural, combustivel que é trazido para Sergipe na forma de gás natural liquefeito (GNL), e regaseificado em uma Unidade Flutuante de Armazenamento e Regaseificação (FSRU), uma solução mais eficaz e menos poluente em comparação com o diesel e o carvão, já que reduz a emissão de gases em até 90%. A usina, considerada uma das maiores da América Latina, tem capacidade de atender 15% da demanda de energia do Nordeste. Sua operação comercial teve início em março de 2020.

Para o governador Belivaldo Chagas, a Termelétrica surge como um divisor de águas no desenvolvimento econômico e industrial no estado.  “Hoje a gente tem o prazer de ver oficialmente essa termelétrica sendo entregue à população sergipana e brasileira. Temos a maior termoelétrica a gás da América Latina. Usina que tive a felicidade de acompanhar o projeto desde o embrião, quando era um sonho articulado entre os empreendedores e o Governo de Sergipe. Vale ressaltar o entusiasmo do governador Marcelo Déda, bem como a perseverança do governador Jackson Barreto, dando mãos firmes aos empreendedores que geram empregos. Ter um empreendimento em terras sergipanas, onde foi investido em torno de R$ 6 bilhões, num momento tão importante para o Brasil, é engrandecedor, e faz com que a gente aumente a nossa autoestima”, destacou Belivaldo, que ainda agradeceu o apoio do governo federal nos eventos realizados no estado em prol da cadeia produtiva do gás.

A empresa Centrais Elétricas de Sergipe S.A (CELSE) foi a responsável pela implantação usina termoelétrica. Ela foi resultado de um investimento da ordem de R$ 6 bilhões e gerou, no pico de sua implementação, até 4 mil empregos diretos e indiretos.  O presidente da Celse, Pedro Akos Litsek, enfatizou que a inauguração da usina é um marco importante para o mercado elétrico e para o setor de gás brasileiro. “Foram três anos de obras, frutos do trabalho de dezenas de empresas e mais de 8 mil colaboradores, destes, quase 70% oriundos de Sergipe. Essa usina além de cumprir com a legislação brasileira, atende os mais rígidos padrões socioambientais do mundo. O aumento da participação das energias renováveis nas matrizes elétricas é uma tendência mundial e o Brasil está numa posição de vanguarda, graças a sua matriz elétrica 83% renovável”, frisou.

Potencial

Além da termoelétrica, o estado de Sergipe dispõe hoje do primeiro terminal privado de GNL, integrante do projeto da Celse, com capacidade de regaseificação de até 21 milhões de m³/dia e possibilidade de atendimento a diversas demandas de GNL e gás natural. Em dezembro de 2019, o Fórum Sergipano de Petróleo e Gás (FSP&G), evento no qual foram lançados os primeiros caminhões movidos 100% a GNL do Brasil, foi o primeiro marco desse movimento que culminou na inauguração da Usina.

Além disso, Sergipe vem demonstrando suas potencialidades quanto ao gás natural também na fase de exploração e produção. Foram descobertos seis campos de exploração dos quais se espera extrair 20 milhões de m³ de gás natural ao dia, o equivalente a 1/3 da produção total brasileira.  Com participação relevante em toda essa cadeia do gás natural, grandes oportunidades surgem para o futuro de Sergipe.

Para o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, o Terminal de regaseificação serve como porta de entrada de energia não só para o Nordeste, como também para todo o Brasil. “Sergipe tem se tornado um dos maiores polos de gás do Brasil. Além dos projetos que inauguramos hoje, destaco que o estado possui uma produção potencial próximo à costa, a cerca de 80 km de distância, da ordem de 20 milhões de m³ por dia, é o gasoduto Brasil-Bolívia 80km da nossa costa”, pontuou.

O Estado tem se associado às diretrizes do Novo Mercado de Gás, implantado pelo governo federal, seja por meio das alterações feitas na legislação estadual, para reduzir ou isentar de ICMS do gás para a atividade industrial, ou até mesmo pelo novo Regulamento dos Serviços Locais de Gás Canalizado do Estado de Sergipe, aprovado pelo Conselho Superior da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de Sergipe (Agrese).  “Sergipe vem promovendo o aperfeiçoamento da regulação estadual, sendo um exemplo para os demais estados, o que favorece os investimentos e a redução de preços e tarifas. Sem dúvidas, há um enorme potencial a ser explorado. Investimentos estimados em infraestrutura de gás natural em Sergipe já ultrapassam a casa dos R$ 5 bilhões, gerando emprego e renda. Isso sem falar dos potenciais investimentos da indústria, atraídas pela oferta de gás e preços competitivos”, destacou o ministro Bento.

Fafen

O evento também marcou a assinatura do termo de posse da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen/SE), em Laranjeiras, celebrada entre a Petrobras com a arrendatária Proquigel, que integra o grupo Unigel. O contrato permite o controle da unidade por um período de dez anos, renováveis por mais dez. Uma importante etapa para a retomada do desenvolvimento econômico e para as atividades industriais em Sergipe.

O evento contou também com a participação do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque; o CEO da Golar Power, Eduardo Antonello; o presidente da Celse, Pedro Litsek; o diretor executivo de Relações Institucionais da Petrobras, Roberto Ardenghy; o CEO da Unigel,  Roberto Noronha Santos; o deputado federal, Laércio Oliveira; o prefeito da Barra dos Coqueiros, Airton Martins e demais autoridades.

Fonte: ASN

 

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